POR TR├íS DAS SELE├ž├ÁES JUVENIS GA├║CHAS

Head Coach das Seleções Gaúchas de Rugby, Gabriel Cenamo, mais conhecido como Gabó, fala um pouquinho de sua tragetória no rugby e como chegou até as seleções juvenis.

 

Ficha técnica

Nome: Gabriel Cenamo 

Apelido no rugby: Gabó 

Idade: 28 

Clubes/como jogador: Bandeirantes/ Seleção brasileira juvenil

Clubes/como treinador: Brummers, Bandeirantes (categorias de base), Seleção Brasileira juvenil, Seleção Paulista juvenil, USP feminino, Equipes universitárias: FEA-USP, FAU-USP, EEFE-USP

 

Federação Gaúcha de Rugby - Com quantos anos começou a jogar rugby? Quando e como o rugby passou a ser parte de sua vida?

Gabriel Cenamo -  15 anos. Quando nasci meu pai jogava rugby pelo São Paulo F.C. e nos levava (eu e meus 2 irmãos) para os jogos e assim acabamos conhecendo o esporte. A falta de equipes infantis no Brasil fez com que ficássemos sem ter onde jogar, apesar do interesse desde cedo. Aos 17 anos meu irmão acabou indo jogar no Band adulto por intermédio de um amigo do meu pai e eu esperei alguns anos mais, até que o Band formou uma equipe juvenil onde passei a fazer parte, então com 15 anos.

 

FGR - Como foi a transição de jogador para treinador? 

Gabó - Eu comecei a ser treinador quando ainda era bem novo e nem sonhava em parar de jogar. Logo após terminar meu ensino médio, fui convidado para iniciar uma equipe de rugby dentro do meu ex-colégio, com crianças de 10 a 13 anos. Nessa mesma época eu era capitão do time juvenil do Bandeirantes, que passava por um período de transição e ficou sem treinador, logo passou a ser função do capitão a condução dos treinos. Gostei da experiência e acabei entrando na faculdade de educação física para me aprimorar na função. Durante toda minha graduação tive a oportunidade de treinar as equipes juvenis do Bandeirantes, sendo ainda jogador do time principal. Algumas lesões seguidas me fizeram ficar alguns meses sem jogar e por razões profissionais acabei assumindo diversas funções que me impossibilitaram de seguir jogando.

 

FGR -  Como surgiu a oportunidade de trabalhar com as seleções gaúchas juvenis? 

Gabó - Sempre gostei de trabalhar com categorias de base. Quando vim morar no Rio Grande do Sul deixei claro para o pessoal do Brummers que uma das minhas grandes metas seria auxiliar no desenvolvimento da categoria juvenil dentro do Estado. Recebi um grande apoio do presidente do Brummers Lucas Toniazzo, que também possui um foco no desenvolvimento a longo prazo, e logo veio o convite para assumir a função de head coach das seleções juvenis, o que pra mim foi uma honra.

 

FGR - Quais as expectativas para os Jogos do Torneio Valentín Martinez? 

Gabó - Em ambas as categorias entramos em uma chave com equipes uruguaias. Espero jogos duros, difíceis e tenho certeza que todos os jogadores deixarão tudo em campo e farão o possível para escrever uma bela história. Terminar o primeiro dia com vitórias seria a premiação de todo o esforço que esse grupo de jogadores fez ao longo dos últimos meses.

 Gabó no Centro de Treinamento da seleção brasileira M18 em preparação para o Sul-Americano em 2012

FGR - Como você vê o desenvolvimento do rugby gaúcho? 

Gabó - O rugby gaúcho está crescendo muito e vejo muito potencial na região. A localização geográfica permite a realização de intercâmbios com Argentina e Uruguai e a cultura gaúcha combina muito com o rugby. São ingredientes fundamentais para o crescimento do esporte. Porém, acredito que os clubes deveriam se tornar mais unidos em prol do desenvolvimento do rugby gaúcho. Os jogadores, treinadores e dirigentes deveriam perceber que auxiliar no crescimento de um clube vizinho faz com que o próprio clube cresça e no fim todos saem ganhando. No momento que todos os rugbiers gaúchos começarem a vestir a mesma camisa e batalharem para fazer o nosso esporte crescer, tenho certeza que o Rio Grande do Sul se tornará referência nacional no rugby.

 

FGR - E o desenvolvimentos dos atletas das seleções juvenis, qual o planejamento?

Gabó - O foco de todo o trabalho com as seleções juvenis sempre esteve no desenvolvimento. O objetivo maior era conseguir juntar a maior quantidade possível de jogadores durante os treinos e oferecer oportunidade a todos para se desenvolverem como rugbiers e levarem um pouco dessa experiência para os clubes, de modo a incentivar o crescimento de novas equipes juvenis em todo estado. O Valentin Martinez será o ponto alto de todo esse trabalho, onde poderemos aprender ainda mais com clubes de tradição e dentro do maior torneio de categorias de base do continente.

Após o Valentin Martinez ainda teremos a Copa Cultura Inglesa de 7´s, onde o foco irá mudar um pouco e daremos uma ênfase um pouco maior ao alto rendimento, e iremos para brigar por título.

Para 2014 teremos que fazer uma avaliação de todos os pontos positivos e de tudo que temos a melhorar para poder traçar um planejamento com início, meio e fim, para que possamos auxiliar ainda mais no desenvolvimento das categorias juvenis do Rio Grande do Sul.

 

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